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![]() Amor Absoluto Outrora, éramos ausentes, desconhecidos Juntos, talvez, palmilhamos a mesma estrada, Mas o destino ou Deus, não explico, Quis que nos encontrássemos, Marcando para nós, um encontro Numa nova e longa caminhada... Eu te via assim, Comum como tantos outros Rosto firme, olhar vazio, calmo... Ar misterioso, que me encabulava a’lma. Até que um dia de repente, Como a câmara que procura o foco Meu olhar buscou o teu, como a farejar respostas: - Por que esse homem tímido de sorriso lindo Me sufoca tanto o peito, Me enche de tanto encanto...? Tive enfim, a resposta que buscava, Quando o teu olhar encontrou o meu Vi o teu rosto comum, tornar-se iluminado... E foi-se distanciando tanto Dos tantos outros que eu achava assemelhados Fomos então nos descobrindo aos poucos Nossas atitudes, posturas, foram confrontadas Idéias foram encolhidas ou agigantadas pra nos combinar... Preenchidos os vãos que nos haviam destinado Um amor absoluto então, estava instaurado: Nos somamos um ao outro, em Deus Como o Amanhecer e a Alvorada.
Autoria: Alzina Bomfim |